FRAGMENTOS MARINHOS

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a onda dobra outra onda
a onda dobra outra
a onda dobra
a onda
a nova onda
dobra a onda
ela mesma
dobra
onda
Esta cidade que habito, fluida, habita-me em marés. Orlas infindáveis, não as vejo e ainda assim, existem. Nunca poderiam meus olhos encontrá-las em sua extensão. Tocam todas o horizonte com azuis esverdeados, que são dourados, cintilando calmos e úmidos, sem época e sem propósito.
Todo o azul se desdobra em uma explosão silenciosa. Ondulações em uma consciência breve e líquida. Cintilações de cores ou ausências? O que apontam estas irregularidades luminosas?
Conecto antes o depois ainda velho.
Salsugem, sargasso, sirena impalpável, assombro abaixo do som. Infinito reinventar de sentido, a água muda nunca cala. A consciência apenas resvala em suas profundidades. Minha carne reverbera o que suas profundidades, que sem palavras dizem uma vida sem amarras. Quero escamas, que esta pele apenas arranha na amplitude de dimensões e suas entranhas.
Longas palavras em ondas.
Vertigem e sombras.

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