Poema (48) de Tito Leite

Olinda1.jpg

Imagem: Pinterest.com

 

TROPICAIS

 

Noites quentes em Olinda –

um punhal trespassa os sonhos.

A distância desnuda a alma:

o vazio galopa o silêncio.

 

É como dormir na floresta,

abrir o luar e não existir

os sortilégios dos ardentes.

 

Ontem vi uma estrela caindo:

inerte pela saudade envelhecida

não fiz nenhum poema (ou pedido).

 

Queria lavar as margens dos teus pés

com as espumas do mar:

nasceria como Vênus.

 

Nem dor nem desamor

entre a cruz e a dádiva

saber a hora de parar.

 

Partida:

nos intervalos

das auroras boreais

as lagrimas são cardumes.

 

Tito Leite

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