chiclete

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mastiga seus homens feito goma
chupa, rumina, aproveita o sumo
santo ichor de massa ambrosíaca

que, pressionando entre os dentes,
extrai das suas carnes seiva bruta
e penetra vícios no topo da língua

assim segue até definhar o gosto:

quando já não sobra das carcaças
nada além de néctar pernicioso,

embrulha de volta às suas roupas
chiclete por chiclete decomposto.

(Amanda Vital)

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Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga-MG, 1995) cursa Letras na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Apaixonada por poesia contemporânea, publicou seu primeiro livro de poemas, "Lux", pela Editora Penalux em 2015. Contato: amandavital@live.com Facebook: https://www.facebook.com/vitalamanda

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