highway

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as luzes da cidade são almas insones
presas num mesmo ciclo eletrificado

dirijo a vinte por hora e vejo o lento
fade-out dos postes que ultrapasso

deixei um amor preso no semáforo
latejando seu amarelo intermitente
um vaivém indeciso de madrugada

ele, estrela pendente em céu cinza
eu, quatro rodas já puídas e gastas

mas insisto na rota da inquietação
acelero minhas vontades externas
corrigindo todo o engarrafamento

e canto meu eterno corpo elétrico
matéria cinzenta, metálica e opaca,
de sinais falhos e tráfego intenso.

(Amanda Vital)

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Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga-MG, 1995) cursa Letras na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Apaixonada por poesia contemporânea, publicou seu primeiro livro de poemas, "Lux", pela Editora Penalux em 2015. Contato: amandavital@live.com Facebook: https://www.facebook.com/vitalamanda

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