Poema de Francisco Calado

teias

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TEIA

 

Poesia seria trabalho para aranha,

se não fosse a ventura do poeta.

Pois ambos, das entranhas com mão reta,

tecem os sonhos que esta vida estranha.

 

Em precisão cirúrgica, tamanha,

nas finas garras e na pena asceta

é forjada uma estrela, que completa,

é armadilha fatal que o signo apanha.

 

Portões por sobre o sol hoje levantam,

vão caindo como véu frio – estrelado;

Poeta e aranha aqui se encontram, cantam

 

na morbidez fria e muda do quadrado,

Onde juntos as suas almas plantam…

Ele no papel, ela no telhado.

 

Francisco Calado

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