DESABITADA

Não há poesia nestas palavras.
A vida desabita esta casa,
estas linhas ferem a página;
faca cortando a pele rala;
verso vazio velando a fala
aqui se destina a nada.
Outrora homem, rua, cidade,
resta agora oco, sombra em pátina,
cinza de texto coagulado.
O sentido não tem palavra.
Um suspiro, como quem cala,
que aqui o nada
permanece
vivo.

Uma ideia sobre “DESABITADA

  1. Pingback: DESABITADA — zonadapalavra – Fernando Gaebler

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