[podemos passar pelas coisas vivas…]

podemos passar pelas coisas vivas e mortas
sem dar conta que estremecemos ao sabor da nossa sombra

que vai caindo terra adentro sem ver realmente todas essas coisas
benditas

e na última respiração rezamos a um deus que não conhecemos
e apercebemo-nos da velhice da alma e do corpo a caírem murchos

para uma luz vazia apodrecendo lá num triste recanto
porque no final de contas ninguém nos pediu desse amor eterno

filipe marinheiro, in «noutros rostos», chiado editora 2014

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