Maia

(para G. M.)
esse homem é estrutura milenar

erguida sobre as minhas ruínas
novo ciclo para o velho mundo

como creram os maias e incas
hieróglifos tatuados no corpo

elevam mistérios rente à pele
não há Édipo que o desvende
perpassaria civilizações inteiras

lutando contra a própria mente
mas sou cedida pelos instintos

faço de seu enigma meu mito

desnudo o que não se espera
e trago nas veias sangue latino

efervescendo o prazer repelido

– orgasmos abrindo novas eras.
(Amanda Vital)

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