Maia

(para G. M.)
esse homem é estrutura milenar

erguida sobre as minhas ruínas
novo ciclo para o velho mundo

como creram os maias e incas
hieróglifos tatuados no corpo

elevam mistérios rente à pele
não há Édipo que o desvende
perpassaria civilizações inteiras

lutando contra a própria mente
mas sou cedida pelos instintos

faço de seu enigma meu mito

desnudo o que não se espera
e trago nas veias sangue latino

efervescendo o prazer repelido

– orgasmos abrindo novas eras.
(Amanda Vital)

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Este post foi publicado em Avulso em por .

Sobre vitalamanda

Amanda Vital (Ipatinga/MG, 1995) cursa Letras com ênfase em Estudos Literários na UFMG, em Belo Horizonte, transferida da UFPB. Publicou seu primeiro livro, “Lux”, pela Editora Penalux em 2015. Entre 2014 e 2016, participou do grupo de declamação Aedos, em João Pessoa. Atualmente posta seus poemas nos blogs “Amanda Vital Poesia” e “Zona da Palavra”, e também produz videopoemas experimentais. É colaboradora da revista Mallarmargens. Contato: amandavital@live.com Facebook: https://www.facebook.com/vitalamanda

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