Serpentes

a mulher de que falo
põe os pés sobre a noite
e supõe que outros olhos
se abrem e velam
entre frestas e átomos
de rotas invisíveis

não diga a ela
que à vida não cabe
o drama que excede
as cartas de amor:

a mulher de que falo
dança agora entre serpentes

Daniela Delias

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