Poemas de Aline Cardoso

ruinas

Imagem: Pinterest.com

 

RUÍNA

 

Unem-se as pedras,
edificação

Pedra parada,
à perda, cansada

Esgueiram-se
às ruínas do ser

Em vão,
do pó ao éter.

 

–    –    –    –    –    –    –    –    –

 

METRÔNOMO

 

Tempo parado, relógio quebrado.
Fim de mês, desilusão.
Peito pingando, menino chorando.
Nessa vida, agonia de cão.

Lua dormindo, dia saindo.
Condução lotada, adeus à solidão.
Esmolé dormindo, chuva caindo.
Nessa vida, agonia de cão.

Fome apertando, barriga roncando.
Arroz com feijão, café e pão.
Dente furando, boca banguela.
Nessa vida, agonia de cão.

–     –    –    –    –    –    –    –    –    –

 

COMPAIXÃO

 

Anseio teus beijos
Para afagar-me o colo
Tua pele para cobrir-me o corpo

Teu doce suor
A resvalar no ardor desta carne
Desce ao meu leito,
Com paixão.

 

Aline Cardoso

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