clímax vocabular

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eu quero poesia inconveniente
dessas que entram sem bater
e me tiram logo o cabaço

sem sacanagens sussurradas
nos rodapés das orelhas

cada verso, uma nova mão
em movimentos peristálticos
que descem cintura abaixo
apalpando minhas entrelinhas

poesia que me chupe até gozar

e que me deixe monossilábica,
tonta, analfabeta, desorientada

– que arranque do meu corpo
a seiva de toda a sua palavra.

(Amanda Vital)

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