Poema (1) de Iara Carvalho

caju

Imagem: Pinterest.com

 

Sob a casca

Em época de caju,
sou toda carne.

Semeio ranços
ladinos
(suaves).

Disfarço-me
de fruto
por cada
boca onde passo.

Fibra e óleo
cativos:
fajutos de tanto
escárnio.

Sou torra e sal
em tempo de caju:
pele irônica,
mel nativo,
céu sem chave.

 
Iara Carvalho

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