[quando alguém quer medir…]

quando alguém quer medir qualquer distância que seja
as partículas viajantes
regressam à soma das partes
entre os corpos e matérias a morrerem notáveis
à velocidade do oxigénio trémulo preenchendo assim todos
os lugares vazios
onde os tecidos inumanos
dentro e fora estão emaranhados
na dúvida do todo humano arrogante piedoso
e na ardência do ar todos os tecidos vivos desintegram-se
como num mecânico e artificial impossível caos
e a vergonha tímida
tal como a sensibilidade
são lentamente uma silenciosa abordagem involuntária
um sofrimento airoso ou desagradável
que espalha punição como a pressentir o desgosto
ou antes destrói e incendeia a perfeição das paisagens por dentro
os fogos deslocam-se pelos órgãos
ferem o espírito e o destino
que se possui
nos possui totalmente
violando os pecados com certo estilo
medindo o segredo da composição
desta refrescante
e amorosa distância incompreensível

filipe marinheiro, in «noutros rostos», chiado editora 2014

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s