[penso nesses rostos tímidos…]

penso nesses rostos tímidos
que deslizam nas mãos umas das outras

depois cortam-se nas pétalas
de uma qualquer flor

e todo o perfume útil borda os dedos
como a querer dobrar os elementos que se fecham nas pálpebras
carregadas de alegres gestos
e penso nos rostos

filipe marinheiro, in «noutros rostos», chiado editora 2014

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