Poema (28) de Tito Leite

sisifo

Imagem: Pinterest.com

 

Sísifo
Carbonizo
a fria flor
dos anos que
se nulificam
sem os pássaros
de Minerva.

Em osso e oficio
meu cálice deforma.
Liberdade comprada
a custo de cicuta.

Transe de beleza e Bob Dylan
existe uma náusea
de mosca na boca.

Quando chega o fim da
esfinge que me devasta
a existência é dormitório:

escapar de seu enigma
é lançar na lixeira
o ocaso que me explica.

Nessa noite quero provar
um maná do ermo.

 

Tito Leite

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s