O Padeiro

padeiro

Imagem: Pinterest.com

 

Ele fermentou-se

No colo da lua

Desde que o peso

Do Norte o expulsou

De cada sulco de mar

E de queda.

 

Desde então

Passou a sovar os olhos

Alheios

Trocando o sal

Por tocaias e esquinas

Sem vítimas

Além dos espelhos.

 

Ele perdeu a liga

Das manhãs

Misturando

A calda e o couro

Dos jardins

Servindo as costas

E o pão expurgado

No leito

Da pele.

 

Calor sem febre

No centro de si.

 

Márcio Leitão

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