Um grama de caos

grama de caos.jpg

Imagem: Pinterest.com

 

UM GRAMA DE CAOS

(Felipe D’Castro)

 

amo tua memória

teu corpo, não

 

abrir a porta do quarto e

lembrar teu corpo decorado

, o marrom da tua matéria,

é como arrecadar estrelas

e exigi-las existência

 

: amo tua memória

 

– da tua boca saí-

am escorpiões caminh-

antes. eu os via. sen-

tia-os. tinha-os e-

m mim. mas

engolia tua presença

como a um remédio –

 

teu corpo, não

 

habitava tua pele

numa fúria de mendigo,

eu, peregrino de ti,

chupando a tua alma

e sentindo doce

a tua flor

da cor

de ti

em

ti

 

hoje,

minha língua aprendeu

a tua cartografia

e o teu perdão

 

: amo a tua memória

teu corpo :

 

não.

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