ode

Brecht 2

● so o vento agonia q esfacela o corpo ●
● nada construido em pedra ou bronze ●
● q mesmo assim o tempo dissolveria ●

● q cada segundo devora com sua gula ●
● numa fome sempre maior q o universo ●
● pois ja somos tanto fim antes de saber ●

● sem assim nada evitar ou crescer alem ●
● ao redor so o q se dissolve sem dizer ●
● pobre corpo q nem isso pode entender ●

● nenhum nome enquanto for o deserto ●
● mas tudo são so labirintos de desertos ●
● na areia vem a razão e devora o resto ●

● nenhuma palavra sustem tanta loucura ●
● nem canto nem prazer nenhum amor ●
● pulso tão somente o q nos estraçalha ●

● afiados espinhos ao redor do cranio ●
● em cerca viva de dor e bom destino ●
● nos impede separar morte e vida ●

● sem o abismo entre nos e nos jamais ●
● so a coisa rasteira pelo preço raso ●
● bem logo cai o valor no mercado ●

● no centro desse nada q nos gira ●
● tudo é centro é borda q nos cala ●
● aqui certo o minotauro e sua fome ●

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