Poema de Lya Luft

 

 

escrita

Imagem: Pinterest.com (Stéphanie Deveaux)

 

Que mão se enfia entre minhas raízes,

que paixão me esventra o coração?

Abro caminho na liberdade de uma folha,

e escrevo lentamente a palavra secreta.

 

E ela,

preguiçosamente, abre-me os braços

esquiva donzela ou feio palhaço. Uma palavra apenas,

no mistério maior

de uma página intacta ou no amaranhado dos traços:

o nome que não posso pronunciar sem medo,

enquanto invento outros, que resumem

a verdade da vida na mentira que assino.

 

Lya Luft

in: Mulher no Palco, ed. Salamandra

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