Poema (19) de Tito Leite

poço

                                                     Imagem: Pinterest.com (Gerhard Richter)

 

DIÁRIO DE UM ERRANTE

 
A pátria de
um nômade
é um poço
sem fundo

um bronze
demente
num horto
lavrado.

No oposto
do espelho
a miragem
do selvagem

rasga à faca
os átomos
modernos.

Não aceita
o Estado
a cartilha
que afaga
a flor

e se abisma
fora d’água.

Tito Leite

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