O Boiadeiro

Boiada

                                                                  Imagem: Pinterest.com

 

O Boiadeiro

 

Ele emprenha o dorso

Das tardes

E como beduíno

Verde

Carrega sem sede

Os olhares murchos

Que o seguem.

 

Multidão

De cascos

Enredada

Por silêncios e berros.

 

Teia em movimento

Construída

Pelas próprias presas.

Moscas em bando

Que caminham e cagam

Deixando restos

De paisagem

Naquela lágrima

Povoada.

 

Nunca se saberá

Quem segue quem,

Quem leva quem

Para os novos pastos.

 

Márcio Leitão

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