Poema (1) de Nilcéia Kremer

cacos

Imagem: Pinterest.com

 

em algum ponto tropeçamos
encaramos nosso pequeno polegar
rasgamo- nos
do alto de um balão de gás

em algum ponto a inspiração brinca de esconde esconde
e a expiação conselheira guia
nossas beiradas cacos esfarelados
nossa fraqueza fortaleza
nossa sarjeta divã do incompreendido
nossas pistas miragens sucateadas

em algum ponto o que era crível desmorona
fileira de dominó abriga dados lançados
os nós multiplicam- se
compartilhados ciscos nos olhos

em algum ponto a costura abre
e vazam nossas misérias
crateras descobertas
insucessos restos de riscos
bem aventurado o aventureiro

Nilcéia Kremer

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