Perfume (Poema de Nathan Sousa)

 

monge

PERFUME

 

Entre meu olho

e os limites da vista

há um monge

fabricando silêncios

(um ourives

sem ouro e prata).

 

Por todos os lados

há recomeço e despedida

 

e mãos que acariciam

o invisível

(este fruto do inalcançável

que apodrece na árvore).

 

Há escapatória por toda parte

e nenhum desejo de fuga

figura entre as portas.

 

Resta-me o lavor

das peças caladas

e um suave olor

de coisa perdida.

 

Nathan Sousa

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