A paisagem repleta

Agora os dias são preenchidos de luz e linhas
Desenhos que trazem som, textura, cor, forma e o teu nome
Trafego pelas ruas em que não estás
Com o meu corpo marcado, os meus pés feitos de caminhos que andamos
Nas ruas em que não estás, a tua presença me acorda
Em cada esquina, a tua presença, que não dorme

Noutros tempos pensaria eu em tatuagem
Como se o amor viesse de fora
Mas é de minha carne povoada da tua
Que a memória me desenha e me insere, finalmente
Numa geografia

Faz calor, faz vento, faz aquele que gosta, o teu frio
E eu já não saberia de outro modo
Estar viva.

Adriane Garcia

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