SEMPRE ABERTAS

nao mais assusta a absurdidade do nunca.

da janela a água invade os céus,
a rua, o peito, a sala,
a nuca.

olhos gelados rastreiam os tacos,
simulacros de ambos os lados –
gestos silenciados –
surdo hiato.

veemente, a fome recria a tempestade,
manto no horizonte – tudo lá fora parece tão grande.
a ausência plana no hemisfério
não abranda a vontade – a carne fala em ondas.

silenciado em mim, seu nome selvagem
quase me rompe as costelas
estas outras janelas
agora sempre a b e r t a s.

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2 ideias sobre “SEMPRE ABERTAS

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