O Açougueiro

A 2530

Foto: Pinterest.com
                                                     a Alberto Lins Caldas

O açougueiro

Esquartejou a peste

E os rostos

Na festa de ontem.

Em um show privado,

Apoiou o cutelo

E as facas no mármore

Depois retalhou a compulsão

E os desejos dos anfitriões.

Profissional,

Rompeu membranas

De forma afiada

Expondo cada porte

De impaciência

E cada ruga indecente que escorria

Pelas bocas dos adultos.

Todos aprenderam e sorriram.

O Açougueiro sabia como ninguém

Operar com as entranhas

Sem sangue e sem cor

Que cada convidado

Exibia nos espelhos

E nos pulsos.

Todos aplaudiram o açougueiro

De pé.

                                                                   Márcio Leitão

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