Felicidade (Poema de Lila Maia)

Barcos

                                                Imagem: Pinterest.com (Aquarela de Nestor Jr.)

Toma, homem,

este é meu corpo.

Barco à vela

como qualquer embarcação.

Nas marés da sorte,

a maturidade de ir dominando o fogo.

Os enganos não enganam mais.

Gosto deste ai não lírico,

do meu jeito cigano de nunca mais acreditar.

 

Toma, homem,

estas batidas mínimas.

O que chamo amor está em Bangcoc, Beirute.

E visto a roupa porque espero o galope lento, lento das palavras.

 

A poesia pode tudo.       

 

Lila Maia                                     (do livro Céu Despido)

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