O Olhar Maduro da Onça (Lila Maia)

Onça

                                                      Foto: Pinterest.com

 O OLHAR MADURO DA ONÇA

                                                                                   (Lila Maia)

 

 Não se escreve um poema de amor impunemente.

 

No desvão da noite uma onça perpetua a sombra de fogo

sobre teu caminhar espaçado.

Há uma súplica com os devidos ais prudentes,

a onça sabe onde derrama seus passos.

Crava os dentes nesta carne que tem cheiro de batismo,

o sangue suado de caça.

Que rara luz expressa teu corpo.

A onça é aos poucos domesticável.

 

Não se escreve um poema de amor inutilmente.

 

                                                            (do livro As Maçãs de Antes)

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