Lolita

Humbert me leva consigo
dentro do carro vermelho

assim que abre sua porta
implora que eu não bagunce
mas sempre desobedeço

seu lado do carro é de paz
e o meu segue inquieto

calcinha no porta-luvas
recibos cobertos de beijos
chicletes grudados no teto

já no final da madrugada
não existe limite ou pudor
dentro das quatro janelas

depois de rodada a cidade
quando a viagem se encerra

Lolita registra aventuras
e Humbert brinca de boneca.

(Amanda Vital)

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