Poema (6) de Tito Leite

ETERNO RETORNO

 

No rio de Heráclito, Nietzsche nada.

 

A borboleta tem cheiro

de metamorfose.

 

Santo Agostinho não atirou pedras

nem desmantelou a ampulheta

do que Deus amara antes do nada.

 

O mar lava os pés com foice de prata.

 

O moderno se oceana

nas escamas da manhã.

 

O relógio de vidro tem que ser póstumo

para ter lar.

Tito Leite

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