Bordas

dizer do amor que nada se move
como naquela fotografia:

o lago do dragão, as velhas pontes
um Fuji-Sama de mentira
ardendo pequeno, desacordado
(impossível saber se sorríamos)

dizer, amor, que nada comove tanto
como os carros quando deitam suas luzes
sobre as frestas de um teto lento, insone

é quando tua falta me come
sórdida e vagarosamente
soprando a noite pelas bordas

Daniela Delias

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s