GALÁXIA

Antes era sombra
e não me movimentava.
O tato não existia.
Apenas seu sono opaco,
seus limites e penhascos
silenciados do amor.
Tudo apenas seus olhos
fechados.

Agora, tudo é clara
galáxia, rara e viajante.
Aquilo que existia, eu não sabia,
antes sonho, eu pressentia.
Toda essa luz, além do corpo,
sua órbita tranquila, anéis no espaço
infinito — eu imerso em seus olhos
abertos.

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