REINVENTANDO-ME

 

     Ronaldo Cagiano

 

Como a ave mitológica,

cada dia renasço

das próprias cinzas.

Reinvento o calendário

para rea(s)cender a minha vida.

Velho dilema:

se cruzo os braços, fracasso;

se avanço o semáforo, desapareço.

 

Mas não sei se continuo

como Sísifo sem sua

doida roda-viva:

ora pedra sobre os escombros

de mim mesmo,

ora aclive ressuscitado

em constante desafio.

Não resisto ao amanhã,

mas estou perdido no ontem

enquanto o presente

me sentencia e descaminha.

 

Enquanto não estendem a ponte

tento fazer a catarse

de um salto dialético impossível.  

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