Poemas inéditos de Leo Barbosa

PERSISTÊNCIA DO TEMPO
 
Meu relógio de pulso
É impulso pra transar
Com anos nus
 
Aponto tempo
E só me dão
Solidão
E só me dá
Boca sólida.
 
Só li Dali
Pra frente
A persistência
Da memória.

 

 

DESCASO
 
Disseram-me para ser
O homem da casa
Quando já não havia lar
Quando queria eu ser
Mais menino e ter
O direito de chorar
 
A infeliz poesia feliz
Me fez salvar-me
 
Estou noutra casa
Onde memórias invadem
Olho minhas mãos
E tudo passa.

 

 

DESARRUMADO

Carreguei tua beleza
Até o pico
Fingi ser a esfinge
Para ver se te devoro
 
Depois fui ao fundo
E perdi o rumo
És uma bússola quebrada.

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