A autoconsciência e outras frases

o que realmente mata o homem? a velhice? ou seria a sensação de estar ultrapassado? talvez ambas as coisas. a vida não tem manual ou prescrição e grandes lições aprendemos via de regra da pior maneira possível. prosseguimos, por vezes mancamos. o tempo nos consome e só queremos nos alienar.

algumas vezes a felicidade surge em um momento mais leve, um intervalo. porém a vida não é feita de intervalos. na verdade, tudo que atribuímos de humano à vida nada mais é do que apenas isso: – aquilo que atribuímos de humano a ela.

falhamos em perceber que tudo mais continua, sem atribuição alguma, sem moral, previsões do tempo, ou necessidades. inventamos algum sentido para aquilo que nada mais é que curso. a vida que nos cerca avança inegável e ignorante às nossas racionalizações, atribuições, felicitações e mitificações. somos um universo de sensações em um universo indiferente.

um pássaro não canta por que quer, por que deve ou por que é belo. seu cantar é intrasitivo. não edifica, ou redime, sequer purifica. por isso, ouça o pássaro, não o justifique.

o tempo é sempre tarde. o coelho corre ofegante na nossa frente. ao tomar consciência de algo, isto é passado.

a complexidade é um conjunto de simplicidades encontrando-se ruidosamente ao mesmo tempo.

em um mundo sem propósitos, prevalece a busca.

somos desafiados apenas pelo que percebemos.

a página acaba no homem. fim do livro. poesia é quando ao fim da página, acaba também o homem e, ainda assim, ambos permanecem.

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